quinta-feira, 16 de junho de 2011

As amizades de adolescentes....

Há muito que não tinha momentos de alegria tão genuína, tão autêntica como vivi hoje!

Encontrei-me com três amigas do Liceu que não via há algumas dezenas de anos...
Que modo de escrever! Dezenas de anos parecem uma eternidade, mas não foi!

Adoro estes encontros com sabor a mistério! Estaríamos muito diferentes? Restavam alguns traços daquelas meninas de batas de popeline cinza claro com os sete botõezinhos brancos no cinto para indicar que aquele era o nosso último ano daquela adolescência feliz?
Teríamos ainda os traços fundamentais de feições e de carácter que tínhamos guardado na memória?  O que iríamos sentir ao ver a realidade?
As palavras nestes momentos dizem muito pouco! Não estávamos assim tão diferentes e sobretudo quando nos abraçamos com aquela força que só a juventude é capaz, sentimo-nos recuar no tempo. Não, sobre nós a lei da gravidade não tinha actuado!!!
Tínhamos mais alguns quilos, não muitos! Até achamos que estávamos mais jeitosas, mais maduras, mais interessantes intelectualmente e com a mesma capacidade de rir das nossas próprias experiências de vida.
Afinal os sentimentos puros que nos uniram outrora estavam lá intactos, pareciam mesmo mais fortes pela alegria do reencontro.
Um bom almoço a ver aquele lindo mar da Foz e o riso sempre presente nas nossas conversas! Que bom sentirmos uma amizade tão forte apesar do tempo que tinha passado desde as nossas memórias distantes!
Não tínhamos idade, apenas um carinho e aquela alegria imensa de nos voltarmos a abraçar!
Cada uma seguiu o seu caminho, mas parecíamos realizadas e felizes por estarmos ali juntas e saudáveis.

Durante a tarde vimos mais uma quantidade de fotografias do tempo do Liceu e recordamos as professoras presentes e as influências que exerceram em cada uma de nós.
Que escola tão diferente das de hoje! Uma casa só feminina, ou antes havia um homem, o Sr. Manuel jardineiro!!!
Os rapazes do liceu masculino nem sequer podiam aproximar-se do passeio "feminino", mas sobrevivíamos arranjando sempre novos truques para iludir a vigilância apertada em que vivíamos!

Olhando para o tempo em conjunto, não guardo memórias tristes, mas concordo que a sobrevivência era difícil.
Não me lembro das flores que havia nos pequenos jardins interiores, mas vou imaginar as flores que a minha memória perdeu deixando aqui algumas. São sempre uma alegria para os olhos e para o coração. Aqui simbolizam os abraços muito apertados que nos encheram a alma de uma alegria com muita cor e muita beleza que só se pode sentir, não descrever!

Até sempre queridas amigas! Agora não nos perderemos mais de vista...




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